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O impacto da “Atribuição Universal por Filho” (Asignación Universal por Hijo) na Argentina.

O presente artigo tem por objetivo desenvolver uma análise da variação conjetural para antecipar o impacto do Plano “Atribuição universal por Filho para Proteção Social” (AUH, por sua sigla em espanhol), implementado no mês de novembro de 2009 na Argentina.
por Emmanuel Agis , Carlos Cañete, Demian PanigoArgentina   
Publicado em 12-15-2010Traduzir esta página Traduzir esta página   
Utilizam-se indicadores relacionados a quatro dimensões centrais do bem-estar social: pobreza, indigência, desigualdade e vulnerabilidade relativa. Verificam-se como principais resultados que: 1) todos os indicadores do bem-estar social examinados experimentam uma notável melhoria, especialmente nas regiões mais carenciadas do país. 2) Com a AUH, os indicadores de indigência se reduzem entre 55% e 70%. 3) Depois da implementação da AUH, o indicador mais arquetípico da desigualdade (quantas vezes os ricos ganham mais que os pobres) reduz-se em mais de 30%. 4) Pela primeira vez em décadas, a AUH logrou que os grupos populacionais historicamente mais vulneráveis (como crianças, mães solteiras ou famílias numerosas) tenham uma menor probabilidade relativa de indigência que o resto da sociedade. 5) A AUH também reduziu os indicadores de pobreza, ainda que em maior medida os de intensidade que os de incidência, reafirmando assim a idéia de que, para erradicar definitivamente a pobreza na Argentina faz-se necessário que os planos assistenciais sejam complementados com políticas massivas de emprego como as que começam a vislumbrar-se em programas como o “Argentina Trabalha”.
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