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A pobreza infantil: um desafio prioritário |
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| Na região, uma parte significativa das crianças e adolescentes enfrenta adversidades que lhes são prejudiciais nesta etapa do seu ciclo vital, e que lhes afetarão durante o resto de suas vidas, transmitindo-se às gerações seguintes. No número de Desafios, debate-se acerca da concepção de pobreza infantil, a maneira de medi-la e sua vinculação com os direitos das crianças e adolescentes. |
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Alberto Minujin, diretor de Equidade para a Infância, explica nesta revista que a pobreza infantil deve ser analisada para além dos parâmetros tradicionalmente utilizados para sua medição - como os baixos níveis de renda ou de consumo nos domicílios -, porque existem aspectos da pobreza infantil que são intangíveis para estas medições: insegurança, falta de liberdade por maltrato ou abuso e exclusão social. Para ele, a pobreza é uma experiência que se dá de forma relacional e relativa, dinâmica e multidimensional.
Neste número de Desafios, apresentam-se os resultados do estudo sobre pobreza infantil realizado em 2008 e 2009 pela CEPAL, conjuntamente com o escritório regional do UNICEF-TACRO para a América Latina e Caribe. De acordo com Espíndola e Rico, buscou-se analisar as características da pobreza na infância, suas múltiples determinações, e estabelecer uma linha de base regional que sirva de referência para versões posteriores. |
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