Nesta entrevista, Fúlvia Rosemberg, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, reflete sobre as políticas de educação infantil para as crianças de zero a três anos, temática que aborda em inúmeras pesquisas em distintos países da região.
Rosemberg afirma que existe uma grande discriminação em relação à primeira infância. Na América Latina, a maioria das políticas para as crianças de zero a três anos não são políticas de educação senão de assistência. Neste sentido existe, por exemplo, no Brasil um pré-conceito em relação às creches e pré-escolas já que estas são instituições que historicamente foram criadas para os pobres.
Rosemberg analisa diversas causas e conseqüências da deficiência das políticas públicas nesta área. Finalmente, reconhece que a universidade deve ser um espaço privilegiado para promover uma maior visibilidade das problemáticas que enfrenta a primeira infância na região; para interpelar os decisores públicos responsáveis por desenvolver e executar políticas neste âmbito; e para propor ações que melhorem a qualidade de vida das crianças pequenas na América Latina.