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A exploração sexual de crianças e suas múltiples formas de violência

A partir de uma indagação sobre a presença de meninas em prostíbulos na Argentina, no marco de uma investigação que inicia nos anos 90, Silvia Chejter, Professora titular da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires e coordenadora do Centro de Encontros Cultura e Mulher, analisa a complexa situação da exploração sexual de crianças, com base numa trajetória a mais de 10 anos de trabalho.
   
Publicado em 07-21-2012Traduzir esta página Traduzir esta página   
Para abordar o tema da prostituição, Silvia Chejter contextualiza o fenômeno num marco que vincula estruturas de gênero e classe, que segundo suas reflexões permite que um setor da sociedade, casualmente mulheres, muitas vezes meninas e adolescentes, e maioritariamente pobres, está destinado ser objeto sexual de outro setor da sociedade, composto mayormente por varões adultos.

Os resultados de suas investigações assinalam que a maioria das mulheres adultas que são explodidas sexualmente foram recrutadas quando eram meninas. Frente a esta realidade, a socióloga ressalta que na prostituição infantil existem múltiplas vulnerações que se entrecruzan: a vulnerabilidade da infância frente ao poder adulto, a vulnerabilidade econômica e a vulnerabilidade de gênero.

Destaca que a prostituição e a trata estão indissociavelmente unidas, pois assegura que não existe prostituição sem violência, coação, engano ou outras formas de violência, e que a maior parte das pessoas não foram recrutadas mediante violência física, senão que foram seduzidas e enganadas. Alerta que esta situação ainda não tomou o atendimento necessário, inclusive nos setores mais sensíveis da sociedade, que seguem vendo a prostituição como uma saída laboral.
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